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Ortodontia baseada em evidências

Protocolo de estabilidade sem uso de contenção

Referência: Alcion Alves Silva (M.Sc.; Ph.D.) - Coordenador do treinamento em Ortodontia Baseada em Evidências

Terminar casos ortodônticos estáveis é um benefício para o paciente e uma evidência da qualidade da técnica desempenhada pelo profissional. Por muitos anos a contenção ortodôntica foi recomendada ao final dos tratamentos devido aos limites científicos para realizar o adequado diagnóstico das maloclusões. O avanço da biologia molecular trouxe uma melhor compreensão sobre genética, influência dos fatores ambientais e a respeito da etiologia das maloclusões, fazendo emergir uma abordagem com maior fundamentação científica. No contexto da prática clínica baseada em evidências as maloclusões passaram a ser entendidas como sinais clínicos e não os fatores causais a serem tratados. O avanço científico fundamentado em evidências de nível I tornou possível finalizar tratamentos sem a necessidade de recorrer às contenções mecânicas.

Quatro são as principais modificações no protocolo das intervenções ortodônticas para obter a estabilização pós-tratamento:

  • Conhecimento atualizado sobre biologia - os conceitos atuais sobre biologia perfazem a base para o diagnóstico em ortodontia. A prática baseada em evidências enfatiza a aplicação de técnicas propedêuticas em detrimento de classificações (Classificação de Angle, padrões da face) como recursos de diagnóstico, pois estas são ferramentas metodológicas para comunicação e organização da informação, logo não são adequadas para determinar a etiologia das maloclusões. Considerando que a maioria das alterações oclusais decorre de desvios do curso do crescimento (Classes II ou III representam desvios no sentido antero-posterior, mordidas cruzadas são alterações transversais do crescimento, mordidas abertas e profundas representam discrepâncias verticais deste processo), não há como diagnosticar sem um profundo conhecimento por parte do profissional sobre as bases biológicas do fenômeno;
  • Diagnóstico baseado em propedêutica - o princípio propedêutico fundamental nas profissões biomédicas sustenta que o diagnóstico deve ser baseado na identificação e interpretação de sinais e sintomas. Neste contexto, os exames complementares devem ser usados para confirmação de hipóteses e quantificação de desvios. Sistemas de  classificações, embora largamente utilizados, não são ferramentas eficientes para este fim, pois não permitem definir quais os  fatores etiológicos. Neste sentido maloclusões como sinais clínicos são consequência e não causa dos desvios oclusais;
  • Individuação do planejamento - com o avanço da genética e da biologia molecular a individualização das intervenções clínicas passou a ser um objetivo irrefutável. Na prática ortodôntica os protocolos padornizados de tratamento (metas cefalométricas e congêneres), quais consideravam todas as pessoas iguais foram abandonados em prol de objetivos individuais de tratamento e finalização segundo a idade, sexo e tipo racial do paciente;
  • Precisão da técnica - a prática científica tem progressivamente abandonado a prescrição de braquetes baseado na maloclusão (p. ex. prescrição classe III) devido a instabilidade resultante desta tecnica. O plano de tratamento deve estar fundamentado no diagnóstico (propedêutica) e consoante com as características individuais do paciente (individualização). Neste sentido a maloclusão é um sinal clínico com interpretação diferente para cada pessoa (p. ex. uma mordida abreta pode ser sinal de hipotireoidismo), deste modo é impossível definir protocolos de tratamento padronizados quando o objetivo é alcançar a estabilização pós-tratamento.

O protocolo ortodôntico de estabilização está entre os avanaços mais significantes da especialidade de ortodontia na última década. Negar a ideia de que um tratamento estável decorre de uma técnica mais apurada corresponde a negar todo o avanço científico das ciências biomédicas nos últimos anos.

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